Uma coisa assimsemmaisnemmenos
acontece devezemquando
porém, se perturbar o sono não dorme não
fica. assimsemmaisnemmenos
fica. devezemquando
Uma coisa assimsemmaisnemmenos
acontece devezemquando
porém, se perturbar o sono não dorme não
fica. assimsemmaisnemmenos
fica. devezemquando
oh, patria minhamada!
oh, putas!
oh, galerias de artes!
oh, línguas cultas, prazeres cultos, putos!
oh, que beleza é vóismicê, meu caro irmão!
Sangue do meu sangue
Somos iguais
Na puta que nos pariu.
Oh, que êxtase me envolve neste momento gentil em que gozo dos privilégios de servir!
quando servimo-nos uns aos outros, somos iguais, irmão.
beijaram a minha testa e sorriram.
soltaram meus cabelos e dançaram.
Eu recebi o beijo fiquei de cabelos soltos.
Não sorri. Não dancei.
Trilogia Libertina fica em cartaz no Espaço dos Satyros Dois nos seguintes horários: “A Filosofia na Alcova”, sexta-feira, 23h59; “Os 120 Dias de Sodoma”, sábado, 23h59; “Justine”, sexta e sábado, 21hs.
Inspirada nos romances do aristocrata francês marquês de Sade, a Cia. de Teatro Os Satyros reestréia a partir do dia 14 de agosto a Trilogia Libertina. Fazem parte da Trilogia as peças “A Filosofia na Alcova”, “Os 120 Dias de Sodoma” e “Justine”, esta última indicada este ano ao 22º Prêmio Shell de Teatro, nas categorias melhor direção e melhor iluminação.
PROMOÇÃO: Assista a uma das peças da Trilogia Libertina e pague apenas R$10 em "Liz" mediante a apresentação do bilhete da peça.
A promoção é válida no contrário.
Justine -Duas indicações ao Prêmio Shell 2009 (Melhor Direção e Melhor Iluminação)
Partindo de um estudo profundo da obra do marquês de Sade, e de um resgate crítico das montagens de "A Filosofia na Alcova" e "Os 120 Dias de Sodoma", Os Satyros se propuseram a realizar a montagem de "Justine", concluindo, assim, a Trilogia Libertina.
Para a realização de "Justine", a companhia trabalhou por mais de nove meses com uma equipe de mais de trinta pessoas, dentro dos procedimentos críticos do chamado Teatro Veloz, método de trabalho desenvolvido pela companhia, em todas as etapas do processo criativo, resultando na montagem atual.
No ano em que a Cia. de Teatro Os Satyros completa seus 20 anos de existência, "Justine" vem como o resgate de todo o processo de criação, pesquisa e atuação realizado ao longo dessas duas décadas de trabalho. Além disso, recebeu duas indicações ao Prêmio Shell 2009 nas categorias melhor direção e melhor iluminação.
Justine, personagem constante nos textos de Marquês de Sade, é a personificação do puritanismo, dos bons modos e da caridade, sendo caracterizada pela ingenuidade perante a sociedade cruel e depravada, retratada por Sade em suas obras. Justine é a contraposição de Juliette, irmã e antagonista da história, que se envolve em depravações, crimes e perversões.
Nas palavras de Contador Borges, poeta, ensaísta e tradutor de "A Filosofia na Alcova" no Brasil, “Os Satyros mais uma vez têm a ousadia de encarar Sade de frente (ou seria por trás?). Primeiro veio a concepção cênica de "A Filosofia na Alcova" e suas sucessivas belas montagens, desde os anos noventa até hoje. Em seguida o evento não menos audacioso de verter para o palco as aberrações fantásticas de "Os 120 dias de Sodoma". Agora é a vez de "Justine". Enfim, suspiramos, a vítima têm a chance de mostrar a que veio, que o seu não de recusa é no fundo um dispositivo para a afirmação do libertino, adepto cego dos prazeres triunfais do individuo”.
Sinopse: Última parte da trilogia dos Satyros para os textos de marquês de Sade, a peça conta a história da pura, religiosa e inocente personagem Justine (Andressa Cabral) que acaba se envolvendo em experiências de crime, tortura e depravações que testarão seus valores morais e de conduta, enquanto sua irmã, a bela e libertina Juliette (Sabrina Denobile) realiza uma trajetória cheia de sucessos e prazeres.
Texto: Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Andressa Cabral, Sabrina Denobile, Gabriela Cerqueira, Carolina Angrisani, Heitor Saraiva, Danilo Amaral, Diogo Moura, Eduardo Prado, Marcelo Jacob, Gisa Gutervil, Henrique Mello, Luana Tanaka, Luisa Valente, Marcelo Tomás, Eduardo Chagas, Robson Catalunha, Rafael Mendes, Ruy Andrade, Samira Lochter, Tiago Martelli
Quando: Sextas e sábados, 21hs
Onde: Espaço dos Satyros Dois, Pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 pessoas
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Gênero: Tragicomédia
Reestréia: 14 de agosto.
Informações e reservas: 11 3258-6345
A Filosofia na Alcova
Os Satyros trabalham com os textos de Sade desde 1990, quando encenaram a peça “Sades ou Noites com os Professores Imorais”, a partir de "A Filosofia na Alcova". O espetáculo ficou um ano em cartaz, provocou polêmicas e recebeu várias indicações a importantes prêmios, como o Prêmio APETESP de Teatro, da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo, nas categorias direção, ator, ator coadjuvante, produtor executivo, iluminação e ator revelação.
Dolmancé e Madame de Saint’Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal, são os protagonistas desse texto, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e pela própria filha.
Em 1992, Os Satyros se transferem para Portugal e reestréiam "Sades ou Noites...", agora como "A Filosofia na Alcova", título original da obra. A peça faz temporada de sucesso no Teatro Ibérico, em Lisboa, e permanece em cartaz por dois anos.
Além de Portugal, "A Filosofia na Alcova" viajou para França, Inglaterra, Escócia, Ucrânia e Bolívia, e dezenas de cidades brasileiras. Participou de vários festivais, dentre eles Edimburgo, Avignon, Curitiba e Rio Preto. Na Praça Roosevelt, reestreou em março de 2003, e está em cartaz desde então. Até o momento, a peça foi vista por mais de 100.000 pessoas, em 1.200 apresentações.
Serviço:
A FILOSOFIA NA ALCOVA
Sinopse: Dolmancé e Madame de Saint´Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal são os protagonistas desse texto, escrito originalmente pelo marquês de Sade, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e por ela mesma.
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade.
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Phedra D. Córdoba, Andressa Cabral, Luiza Valente, Marcelo Jacob, Marta Baião, Rafael Mendes e Henrique Mello
Quando: Sextas às 23h59
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$5,00 (Oficineiros e dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Reestréia: 14 de agosto
Os 120 Dias de Sodoma
Segunda parte da trilogia, “Os 120 Dias de Sodoma” está em cartaz desde maio de 2006. Desde então, realizou mais de 600 apresentações para um público superior a 40.000 pessoas. A peça trata das questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais, que vieram à tona com o escândalo do “mensalão”, em 2006.
“Os 120 Dias de Sodoma” é um clássico da literatura mundial e um dos mais polêmicos de sempre. Les 120 Journées de Sodome ou lécole du libertinage foi escrito em trinta e sete noites do ano de 1785, quando Sade tinha 45 anos. Nessa época, o autor se encontrava preso em uma cela da Bastilha, uma das prisões na qual viveu e que marcaram quase a metade de sua vida.
A ação do romance é situada algumas décadas antes da Revolução Francesa. Tudo começa quando quatro libertinos da época, figuras destacadas da sociedade francesa, dedicam-se durante um ano a organizar uma orgia que perdura 120 dias.
Para a orgia, foram raptados oito meninos e oito meninas virgens, dos mais belos da França, oito fodedores e quatro contadoras de histórias, além de um secto de damas de companhia, servas de copa e cozinha e todos os empregados necessários para o deboche.
As orgias eram executadas de acordo com um código elaborado pelos próprios libertinos, que deveriam seguir as histórias narradas pelas contadoras. O deboche é ambientado no castelo de propriedade de um dos libertinos, que se localiza no alto de montanhas, local ermo e isolado.
Dividida em quatro ciclos (ciclo das paixões simples, das paixões complexas, das paixões criminosas e das paixões assassinas), trata-se de uma história fantasticamente bem construída, com uma ordem estrita de eventos. Apesar disso, não foi completada pelo Marquês, devido às condições em que foi produzida.
Apenas o primeiro ciclo foi escrito integralmente, porém sem que o marquês pudesse haver feito uma revisão. Os ciclos restantes receberam apenas apontamentos. Sua intenção óbvia seria a de completar a obra assim que tivesse recuperado suas condições normais de vida.
Infelizmente, o manuscrito perdeu-se na Bastilha e até sua morte, Sade lamentou sua perda. Apenas muitas décadas depois, o manuscrito foi localizado e teve sua primeira publicação em 1904.
OS 120 DIAS DE SODOMA
Sinopse: Inspirado no romance do Marquês de Sade, a montagem, que contou com criticas favoráveis da imprensa e grande adesão do público, esta em cartaz desde maio de 2006. O espetáculo trata de questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais.
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Eduardo Chagas, Marta Baião, Ruy Andrade, Antônio Campos, Marcelo Tomás, Angrey Fiel, Tainah Brandão, Danilo Amaral, Diogo Moura, Erika Forlim, Henrique Mello, Heitor Saraiva, Patrícia Santos, Rodrigo Souza, Rafael Mendes, Samira Lochter, Tiago Martelli, Luana Tanaka, Robson Catalunha, Luiza Valente, Marcelo Jacob
Quando: sábados, 23h59
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 30,00; R$15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 90 lugares
Duração: 120 minutos
Classificação: 18 anos
Reestréia: 15 de agosto
Home is behind
The worrrrrrrrrrrld ahead
And there are many paths to tread
Through shadow
To the edge of night
Until the stars are all alight
Mist and shadow
Cloud and shade
All shall fade
All shall
Fade..
By T. L.R.
Com saudades?
Ah Eu havia me esquecido: Ninguém lê esse blog.
Muito melhor assim
Uma
e agora cada palavra minha é arma bruta
é faca que corta o outro
então fico muda muda muda muda muda muda muda muda muda muda muda muda muda mudamudamudamudamudamudamudamudamudamudaammmmmmmmmmmudauuuuuuuuuudaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
e agora cada palavra que escrevo é mais tarde o que vai escorrer de mim
pelos meus olhos
pelos olhos dele
e então fica sem palavra fica sem a arma fica sem deuses fica sem mim fica vazia - vontade
e se fico triste é porque perdi a melhor parte da história
Vou ficar in visível
vou in
ficando
escorrendo pelo ralo
vou fazer palavras cruzadas
e me esquecer da fé
vou ficar in visivel
e só isso se passa pela minha cabeça
e venta
que sou invisivel
e eu não via o seu rosto. não queria.
e ele lia um livro. eu lia
e o sorriso dele era navalha
em mim.
e eu apertava meus braços
contra
o meu peito.
e a sua lógica era a certeza
e eu imaginava o leite de seu café da manhã
e ele sorria
e me dilacerava
sim meu docinho azul
minha caminha vazia
minha vontade de ficar quietinha segura pelos teus braços
minha cabecinha de lata
um cafezinho com leite quentinho
uma unha no céu
como a gente viu naquele sábado
sou um tigre deitado na sua cama lambendo teus pensamentos crus
minhas patas deixam marcas profundas no teu devaneio
eu me vôo e meu peito se agita
vigio a porta e ninguém sai
fico presa e rezo seis ave-marias
Cansei de eu também
o eu é o que me dói
eu engoli uma máquina que faz pipocas
meu estômago digere tudo
pausa para o riso
000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
Ai que eu não me meta nos teus afazeres
que eu seda até o ponto de ser eu também
pausa
00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
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Mas que cidade é essa? Que ruas são essas? Quem sonhou com isso? Quem lucra com isso?... E quem profere as sentenças... (Charlotte Corday, em Marat Sade, de Peter Weiss

um suco na multiprocessadora de última moda
Uma besta voltou-se para mim.
De pele enrugada e olhos crespos dispara mimos vadios em minha direção
sou uma águia de dentes famintos
sou filha de você
"-gostou da aula?
-ficou chocado?
-a intenção era essa" e outras frases soltas do rapaz que está no computador ao lado
Isso é que é engraçado
todos conversam e eu não falo nada
eu rio
mostro meus dentes
enrijeço a nuca
eu fico olhando com a certeza de que não sou eu
então eu pego a minha bolsa com anotações, dinheiro pra pegar o ônibus, livros, casacos e ofereço a minha cadeira e ofereço a minha indiferença e ofereço o meu mal estar e ofereço a minha boa educação e ofereço qualquer frase feita e ofereço o meu silêncio e ofereço a minha ausência
o melhor que eu posso dar


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